Hoje, Descobri que escrevo

Às vezes, questiono a mim mesmo
Quanto ao que gerou em mim
Essa necessidade de escrever
E de me manifestar perante o agora.

Já pensei na angústia da sensação de querer,
De algum jeito,
Reduzir a dor da humanidade;
Já me questionei quanto a fama
Ou a vontade de me tornar um artista,
E até cheguei perto de acreditar
Que era tudo apenas pela ânsia
De deixar algo que me represente
Perante ao mundo.

Mas, embora seja um desejo,
Não é por este que escrevo,
E nunca acreditei que nenhum destes fosse a verdade.

Hoje,
Descobri que escrevo
Porque sempre vi
Magia nas palavras,
Sensualidade na maneira com que se cruzam,
E tesão na força de uma frase curta.

E foi por esse ato de escrever
Que passei a acreditar
Que, de vez em quando,
É o seu sangue
Quem te diz
Qual o seu ofício.

O resto,
São apenas deveres,
Pequenos para a alma, mas,
Necessários à
Sobrevivência.

Matheus Peleteiro

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