Contos de Quinta – Nunca se deixe amarrar no primeiro encontro (+18)

Após mais um longo dia de trabalho decidimos parar para
uma cerveja naquele bar perto da faculdade. Não gostava muito
desses bares, pessoas insuportavelmente pseudo-intelectuais,
chatas, com suas preocupações de gente que tem 30 anos e mora
com os pais sem nunca ter trabalhado na vida. Mas eu estava de
carona, então não tinha muita opção e além do mais, universitárias
eram bem fáceis de “pegar”, ainda mais depois de você
pagar algumas cervejas no fim da noite.
Chegamos ao bar, eu e mais dois amigos, pedi duas cervejas,
uma para eles e outra para mim, sempre preferi beber minha
cerveja sozinho, pois não deixava ela esquentar nem gostava
que ela fosse servida com espuma. Havia sido um dia de boas
vendas.
O garçom trouxe as cervejas, tomei o primeiro copo em um
gole, olhei para meus amigos e disse:
“Detesto esse lugar.”
“Eu adoro, sinto falta daqui”, respondeu um deles; um cara
que havia estudado nessa faculdade e frequentado esses bares
ao redor durante quatro ou cinco anos.
“Então porque você não pede demissão, fica sendo sustentado
pela sua mãe e vai fazer algum outro curso?”
“Você não sabe como eu penso nisso quase todos os dias.”
“Ok, ok.”
Dei uma olhada ao redor e lá estavam elas. Duas garotas,
uma ruiva e uma loira, e um gay na mesa. Ao menos parecia gay,
todos esses caras parecem gays. Seus cabelos despenteados, suas
barbas ralas por fazer e suas feições de garota. A ruiva eu conhecia
de vista. Havia sido mulher de um cara que eu conhecia dos
bares por aí.
“Paga uma cerveja pra gente”, a ruiva me disse.
“Ok, sentem aí.”
Vieram os três. As duas garotas e a bicha. Já vieram com
seus copos. Pedi mais uma cerveja e começamos a conversar.
Eles começaram a conversar, eu ficava na minha, só olhando,
achando tudo aquilo um saco.
“O que vocês acham da redução da maioridade penal?”, alguma
delas perguntou.
“Eu sou a favor”, respondeu alguém.
“Você só pode estar maluco, eu sou totalmente contra porque
blablabla.”
“E você o que acha?”, a ruiva me perguntou.
“Tanto faz.”
“Você não pode ser assim, tem que se preocupar com o
futuro, os direitos humanos e blablabla.”
Na verdade não diziam blablablas, mas era tudo o que eu
conseguia ouvir. Aquilo era um saco.
Repentinamente a ruiva pegou meu braço e desenhou um
coração com uma caneta rosa. Eu apaguei no mesmo momento.
“Nossa, como você é chato.”
“Sim, faço questão de ser chato.”
Ela então desenhou uma suástica no meu braço. Apaguei
novamente. Não é por que eu não goste de corações que eu era
nazista.
“Tá pensando no que?”, ela me perguntou.
“Tenho o direito constitucional de guardar meus pensamentos
para mim.”
“Grosso.”
“Tô pensando que tudo isso é um saco e talvez já deva ser
hora de ir embora.”
Levantei e fui ao banheiro mijar. Olhei minha cara no espelho
e pensei o que eu estava fazendo naquele maldito bar. Quando
saí do banheiro, ela estava parada na porta. Eu tentei beijá-la
e então ela desviou e me disse:
“Somos só amigos.”
“Então vá se foder.”
Saí andando e ela me puxou pelo braço e me pediu um
beijo. Eu recusei. Meu orgulho me fazia recusar. Ela insistiu e
então foda-se o orgulho e a beijei.
Quando voltamos à mesa do bar, todos nos olharam com
aquela cara de que sabiam o que havia acontecido. Eles continuaram
a falar e falar. E eu quieto nos meus pensamentos. A
loira sentou do meu lado.
“Eu adoro tequila, vocês gostam?”
“Sim”, respondi. “Se a conversa fosse sobre álcool eu me
interessava um pouco mais.”
“Eu nunca tomei”, algum deles disse.
“Na Rússia tem uma tradição de colocar sal no ombro das
mulheres, limão nas suas bocas e depois lamber o sal, chupar o
limão que está nos lábios e depois tomar uma dose de tequila”, a
loira falou.
“Mentira”, eu disse.
“É verdade, eu já fui para lá.”
“Tequila é do México, vodka é da Rússia”, respondi quase
que grosseiramente.
“Não mesmo”, ela respondeu.
“Foda-se”, eu disse. “Nunca gostei de discutir com idiotas.”
Então a loira me beijou. Eu correspondi e todos ficaram se
olhando sem entender nada. A noite começava a ficar interessante.
Então quando larguei a loira, a ruiva me puxou e me beijou
novamente e depois sugeriu que nos três nos beijássemos
juntos. Disse que aquilo era um treijo. Eu recusei. Então as duas
se beijaram e me olharam. Que se dane. Beijei as duas. Meus
amigos começaram a ficar irritados, eu acho, então disse:
“Vamos lá, olha a cara deles, deem um treijo neles também.”
Então elas foram e deram o tal treijo no meu primeiro amigo,
e na hora que o segundo já estava quase pulando sobre a
mesa para beijá-las, a ruiva veio me beijar e só a loira o beijou.
Nesse momento, olhei e o bar já estava quase vazio e já tínhamos
um engradado de cerveja quase completo aos nossos
pés. A bicha já havia ido embora.
“Vamos pra outro lugar?”, sugeriu a ruiva no meu ouvido.
“Só nós dois ou sua amiga vem também?”
“Eu não sou o bastante para você?”
“Claro que é querida.”
Chamei um taxi, paguei a minha parte da conta e fomos
para um motel barato próximo a faculdade, paguei e subimos.
Entramos no quarto, pedi umas cervejas. Ela foi tomar banho e
eu fiquei bebendo. Coloquei um filme pornô qualquer, com duas
loiras se pegando. Aquilo era lindo. Os seios siliconados enormes
e as caras de santas, de anjos, se lambendo, as bocetas
lisinhas e rosadas. Se lambiam e se beijavam. Aquilo era lindo.
Quando ela saiu do banheiro só de lingerie, veio me beijar e
notou o filme que eu estava vendo.
“Você não gosta de mim, não é?”
“Por que a pergunta agora?”
“Fica aí babando por essas loiras.”
“Não estou nem aí para a cor dos cabelos, apenas me interessam
os peitos, as bundas e as bocetas. Por mim, se fossem
carecas não faria diferença.”
“Mentira!”, ela gritou e me deu um tapa no rosto.
“Vá se foder, sua vagabunda!”, eu lhe devolvi o tapa bem no
meio da cara e depois mais outro e por último um soco em sua
barriga.
Ela se virou com ódio no olhar, eu podia sentir o cheiro do
ódio que ela exalava. Então se atirou em cima de mim e começou
a me beijar e morder a minha boca. Rasgou a carne dos
meus lábios e começou a lamber o sangue que começava a descer.
Dei-lhe outro tapa na cara, agarrei-a pelos cabelos e a joguei
de lado na cama.
“Então é isso que você gosta? Violência?”
“Me bate!”
“Tem certeza?
“Me bate!”, ela disse aos berros.
Então lhe dei outra bofetada na cara, mais um puxão de
cabelos, fiquei com alguns dos fios vermelhos entre meus dedos.
E então lhe dei uma mordida no pescoço, outro tapa na
cara e uma mordida nos lábios a ponto de sangrar. Ela era louca.
Rasgou minha camisa e começou a morder meu peito, subia
e mordia a pouca barba que havia no meu queixo, depois me
deu outro tapa na cara. Pude sentir o gosto de sangue na minha
boca. Aquilo era bom. Tirou o meu cinto, desabotoou minha
calça e começou a morder meu pau por cima da cueca. Eu estava
ficando louco agora. Então a puxei pelos cabelos, enfiei a língua
em sua boca e ela devolveu, quase me sufocando com sua
língua. Outros tapas e ela pegou meu pau e começou a lamber
de cima a baixo. Lambia e me olhava, eu com uma cara de súplica,
pedia com os olhos para que ela enfiasse ele em sua boca
quente. Ela entendeu minhas súplicas, mas não o fez.
Então pegou o cinto da minha calça e pediu para me amarrar.
Eu atendi prontamente, dei os pulsos a ela. Passou ambos
sob a cabeceira da cama e apertou com o cinto. Fiquei ali, entregue
completamente àquela louca. Ela começou a se esfregar em
mim, alisar meu pau, lambê-lo, mas nunca o colocava na boca.
Eu sentia que ele iria explodir a qualquer momento. Então ela
veio e sentou em meu rosto, esfregou sua bunda em mim e beliscou
meus mamilos. Aquela dor estava me deixando louco. Aquela
mulher estava me deixando louco.
Subitamente ela parou, se levantou e começou a pôr a roupa.
Eu fiquei ali, atônito sem entender o que estava acontecendo.
Ela só me olhava e ria, eu ainda atordoado depois de tanto
ter bebido e de tanto ter sido excitado. Não conseguia formular
um pensamento concreto. Então respirei fundo e lhe disse:
“O que aconteceu? O que foi?”
“Tchau, otário.”
Foi até minha calça, esvaziou meus bolsos, pegou meus
cartões da carteira e mais o resto do dinheiro que encontrou.
Eu só conseguia rir. Afinal de contas, três da manhã de uma
sexta feira e eu estava amarrado a uma cama de motel sendo
assaltado por uma vagabunda de cabelo vermelho.
Então ela veio, me deu um beijo e foi em direção à porta. Só
tive tempo de gritar:
“Sua puta, eu prefiro as loiras!”
Ela sorriu e foi embora.
Algumas horas depois a camareira do motel veio até lá e me
encontrou amarrado na cama, com as mãos já roxas e fedendo a
cerveja. Contei a história por cima e fui embora. Me disseram
para dar queixa na polícia, mas não, eu não faria isso.
Dias depois fomos novamente ao bar e lá estava a piranha.
Agora estava loira. Chegou para mim, me pagou uma cerveja e
disse:
“Ainda prefere as loiras?”
“Tá brincando com a sorte, né, sua puta?”
Ela sorriu e foi embora.
Talvez eu tivesse encontrado a mulher da minha vida

Se gostou, baixe o Contos Infames completo.

.homem-algemado

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