calor do asfalto

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o calor do asfalto
distorce a linha do horizonte.
a realidade oscila
entre o amanhã e o sonho.
o chão quente evapora
qualquer vestígio de chuva.
o vento assobia,
canta entre pneus e metal.
placas e árvores correm
sentido contrário,
se tornam miragens na memória,
no espelho retrovisor.
o jovem Neil Young no rádio,
“old man”.

cada quilômetro rodado,
cada curva,
aquece e renova o espírito
dum corpo já exausto pela rotina.
as correntes e algemas foram jogadas
no acostamento da rodovia.
foram derretidas
pelo calor do asfalto.

Ana Flavia Sarti

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