Anúncio de um condenado – Vítor Oliva

Lá fora, o sol adoece os andantes
Meus joelhos doem
Meu peito queima
O nó em minha garganta estreita minhas lamúrias
Minhas pernas estão fracas
Meus calafrios são constantes
Minha consciência me silencia por eu ter me posto nesta situação
Mas eu não ligo
Eu sou a insanidade
O amor vence através da violência
Eu sou violento quando dissipo o amor
As pessoas me amam quando vomito ódio
Algum deus sádico me amaldiçoou
No momento em que fui concebido
Me condenou a sentir todo este embrumo
Até o dia em que eu trema pela última vez
Meu revide foi criar algo que perdure
A arte é a impossibilidade
A sala vazia
É a contradição que eleva
É a possibilidade de dizer coisas desconexas
Mas que são totalmente passíveis de compreensão
Eu não quero conforto
Eu não quero descansar em paz
No dia em que eu morrer
Vou transformar o paraíso em um báratro
E jogar todos os deuses no abismo
Até que o último se arrependa por ter me levado
E me peça perdão
Antes que eu corte sua garganta
Todo o sangue da minha alma que aqui foi jorrado
Vai se transferir para os seus cadáveres
E sentirão todo o limo que me açoitou
Serei o rei dos doentes, dos malditos
Tirano dos loucos, o temor do inferno
E você, bastardo indigente
Vai vir até mim.
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