turn! turn! turn!

1915_Foto_718

no fino halo em suas pupilas,
as quais me revelaram
que tudo no universo é um só,
existem todas as cores imagináveis.
você me pegou pela mão
e me levou por um caminho
limpo e sem curvas.
estávamos vendo o fim de tarde,
de poucas nuvens com tons avermelhados.
naquele dia,
havia uma brisa fria,
que dançava sem direção certa
junto a fumaça do incenso,
a qual acompanhávamos, em silêncio,
até se dispersar na noite recém nascida.
naquele mesmo ar,
navegavam acordes soltos
de uma canção dos anos sessenta,
que, minha primeira impressão,
foi que soavam dissonantes,
mas logo,
a melodia se fundiu
com o todo ao meu redor,
como as estrelas, que derreteram e se fundiram
no céu de sua boca
antes mesmo do nascer da lua.
a música me fez refletir que,
naquele momento, que o agora,
é um tempo para o amor
e eu não tenho tempo para o ódio.
e percebi também,
que não é tarde demais
para me encontrar em uma paz interior.
nós encontraremos um tempo certo para tudo.
pois, há um momento,
e tempo para cada coisa sob o céu.

Ana Flavia Sarti

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