O homem artificial.

As vezes tomados pelo

êxtase do momento

não percebemos quando a luz do dia

lentamente segue nos traindo,

e quando nos damos conta

de que estamos no escuro da noite

corremos para acender

as luzes artificiais da casa.

Segue assim uma troca ilusória

nada equivalente

que como num pacto com o diabo

trocamos nossas almas

pelos objetos artificiais da vida

nos transformando na nossa

própria criação,

tendo a sensação de ter derrotado

um tédio que por sua vez

teria sido desenvolvido pelo próprio homem,

tendo por fim

uma humanidade tão longe da utopia

mas ao mesmo tempo tão perto

da ilusória utopia.

Somos nós a praga que criamos.

—  Rennan Sama

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