Repúdio

Esta é uma notificação de repúdio
É com fugor e enraivecido
Que eu ponho a tinta ao papel
Estorriquem-se

Digo a vós,
Indivíduos comuns deste mundo
Apodreçam!

Pairo sobre este tempo
Sem qualquer tipo de esperança
Não há mais o que buscar
No fundo não há alma
Não há espírito, senhores
Logo, não há meta

Estarei em paz
Quando estiveres tostados
Afogueados
Ou, pelo menos, desmaquinados

Não me venham com tuas conclusões
Joguem ao fogo tuas teses
E desfaçam o sentido de tua existência
Quero enxergar a vós
Somente se forem escorraçados

Glória aos vermes
Que alimentam-se de tua carne
E dissecam teu mantra, amiúde,
De modo cada vez mais funesto

Aqueçam-se ao rubro
Tornem-se cinzas
Banhem-se no sangue que criardes
E afoguem-se nele, para minha paz

Deixem-me aqui
Cozido neste pedaço de nada
Que eu próprio construí
Foi tudo que consegui tirar de vós:
O vazio

Sou um pedaço de esterco esbraseado
Envolvido em um manto de ódio
Esperando somente pelo meu fim:
O fim de vós.

 

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