Bazar da solidão

Há uma névoa que paira sobre a mente dos homens solitários
Homens que repousam o âmago em pedras
Para que não mais sintam seus cernes pesados
Esses homens são tão carregados de signos
Que qualquer mente rasa, leve, não há de entender-lhes.

As mentes desses homens são um bazar
Seus sentimentos estão à sorte ali expostos
Mas quase ninguém pode notar
Por vezes, nem mesmo eles próprios.

Esses homens, escondidos atrás dos seus bigodes,
Humildemente puxam um fósforo
E acendem seus cigarros
Após o trago, vem o suspiro letal
E toda a solidão comprimida ali dentro
A ponto de explodir
Ecoa no vazio da eternidade que ninguém conhece,
Se desencontrando umas das outras, as solidões.

Tais suspiros e lamentos poderiam se encontrar
A fim de suspirarem e lamentarem juntos
Mas não o fazem
Esses homens, atrás dos seus bigodes, tragando seus cigarros,
Foram feitos para serem sozinhos.

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